Jornal da USP –
Uma mãe orgulhosa posta, em uma rede social, a foto da primeira vez em que seu bebê vê o mar. Além do sorrisinho tímido e da carequinha brilhando sob o sol, outras coisas podem chamar a atenção não só de pessoas mal-intencionadas, mas também de algoritmos treinados para identificar corpos e padrões visuais. A partir de milhões de imagens inocentes como essa, sistemas de inteligência artificial (IA) aprendem a criar versões sexualizadas ou até pornográficas de pessoas reais. Esse risco veio à tona no fim de dezembro de 2025 com o caso do Grok, chatbot desenvolvido pela empresa de Elon Musk. O bilionário é acusado de facilitar a produção e a circulação de conteúdo sexualizado, inclusive envolvendo crianças e adolescentes.
