Folha de São Paulo –
É comum associarmos educação midiática ao uso de celulares, redes sociais ou desinformação, coisas ainda distantes do universo infantil. Mas educar para as mídias significa, antes de tudo, aprender a fazer perguntas sobre qualquer narrativa: quem contou essa história? Como ela foi construída? O que ficou de fora? Que emoções ela desperta? É confiável? Quem ganha quando acreditamos nela? Ancorado na literatura, esse exercício pode começar muito antes que uma criança comece a acessar a internet, desenvolvendo vocabulário, atitudes e valores para que, mais tarde, ela possa elaborar o seu papel e suas responsabilidades no ambiente digital.
