Folha de São Paulo –
“Se é permitido ensinar religiões afro-brasileiras, por que resistir à Bíblia?” A pergunta foi feita pela vereadora Flávia Borja (DC), ao defender o projeto aprovado nesta semana pela Câmara Municipal de Belo Horizonte. O que parece um movimento local é, na verdade, parte de uma cruzada legislativa que já se espalha por várias partes do país.
A proposta da vereadora autoriza o uso da Bíblia como material didático complementar nas escolas públicas da cidade. Seu argumento é que rejeitar o texto cristão seria aplicar uma “seletividade ideológica” que fere o princípio da laicidade.
